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Tu mesmo fazes as tuas facas?

Sim, eu faço as minhas facas.
São feitas a partir de um aço determinado, forjadas, desbastadas, temperadas, desbastadas novamente, e então se coloca o cabo.
Para fazer tudo isso existe um trabalho extra. Manter o estoque, manter as maquinas funcionando, adquirir conhecimento e saber como aplicar. Manter o site, limpar a oficina, respeitar normas de segurança, tudo isso em horas de lazer.

Quanto tempo tu demora para fazeres uma faca?

Depende do tipo de faca. Se for uma faca de aço simples, eu demoro em média 3 a 5 dias. O processo que eu uso para têmpera é um processo demorado que envolve horas.

Isso deve ser bem entendido, a Têmpera é um processo e não um ato. Primeiro se forja ou recorta a faca. Ela fica com muita tensão e pode empenar ou trincar durante o resfriamento brusco. Então aquecemos o aço acima da temperatura crítica e resfriamos á temperatura ambiente três vezes. Aquecemos mais uma vez acima da temperatura crítica e resfriamos o mais lento possível. No meu caso eu deixo de um dia para o outro. O meio ambiente para resfriamento lento pode ser vermiculita, manta cerâmica, forno controlado, etc. A temperatura crítica depende do tipo de aço e é amplamente divulgada nos catálogos e livros técnicos.

Após esse procedimento a faca fica uniformemente mole sendo possível usiná-la, fazer a furação, etc. O objetivo desse passo é deixar a faca com o seu aspecto 90 % do final, e com o grão do aço uniforme. Se ficar com aspecto granulado a faca ficará fraca.

A próxima etapa é o endurecimento da lâmina através de um resfriamento brusco. Eleva-se a temperatura lentamente ao que é indicado a cada aço e resfria-se bruscamente em um meio também específico para cada aço que pode ser AR FORÇADO / ÓLEO / SALMOURA. Resfriada a peça, ela adquire uma dureza muito alta para ser usada como faca, como instrumento. Devemos então rebaixar a dureza através de um calor controlado por 3 ciclos de 1 hora. Quanto maior for esse calor controlado mais mole ficará a faca. Mais uma vez devemos seguir o que é indicado para cada aço, visto que a engenharia metalúrgica pesquisou e nos dispõe esse tipo de informação.

Improvisação e interpretações dessas temperaturas somente aumentam o risco de auto-sabotar o processo de têmpera.
Segredos, aços especiais, meios de resfriamento como sangue, urina, vinho, corpo de escravos, etc. fazem parte do imaginário dos desavisados e de pessoas caricatas da cutelaria. É assunto para Pajé, bruxo, etc.

Completo esses ciclos de temperatura controlada podemos fazer o desbaste final e colocar o cabo. O último passo é o acabamento com a afiação final.

Se a faca for de aço damasco antes de todos esses passos é necessário fazer, construir um “bilet”, que é o arranjo de 2 tipos de aço. Caldeia-se o bilet, forjando-o a fim de dobrar o comprimento. Cortamos o bilet ao meio ou em mais porções e caldeamos novamente. Repetimos caldear/cortar sucessivamente até o número de camadas necessárias a cada padrão. Trabalha-se o tipo de desenho desejado e então fazemos todos os passos de uma faca de aço normal.

O aço damasco deve ser revelado em ácido e protegido com uma camada negra de fosfato.

O tempo necessário para fazer isso é 10 vezes mais do que uma faca de aço padrão.

Quanto custa uma Faca C. Selaimen ?

As facas C. Selaimen, feitas a mão não são vendidas. São facas oferecidas como prêmio em diversas exposições agropecuárias assim como o Freio de Ouro. Muitas delas já foram leiloadas a causas beneficentes, pessoas com problemas e saúde, Santa Casa de POA e do Interior, etc.

As facas recortadas a laser, temperadas na minha oficina, e de cabo terceirizado ou não recebem uma numeração. De 1 a 100 são facas reservadas a eventos especiais. De 100 a 130 reservadas aos Cavaleiros da Paz.
Essas facas podem ser comercializadas. Possuem um formato padrão em 3 tamanhos com cabos em madeira de lei gaúcha ou micarta. Algumas são marcadas “Don C. Selaimen”.

De que aços são feitas as facas C. Selaimen?

As facas são feitas com aço com alto teor de carbono.

O aço depende do estilo da faca. Para facas grandes a minha preferência é o aço 5160, o mesmo para confecção de molas. Para facas menores podemos usar o 1095(limas), o 52100 (capa de rolamento) e o D3(K100) ou D6(vc131). As nomenclaturas variam de acordo com o fabricante.

O aço damasco é feito com a mistura de 2 aços. Um com alto teor de carbono e outro com alto teor de níquel, ou até mesmo níquel puro.

De que são feitos os cabos / empunhaduras das facas C. selaimen?

As empunhaduras são feitas em madeira de lei, chifre de servos ou material sintético.

As madeiras normalmente são mourões de antigas estâncias do RS. Coronilha, Pau Ferro, Inhanduvai e Guajuvira são as preferidas. Também usamos Ipê, Itaúba, Gonsalo Alves e Cabriuva.

Os chifres de cervo são oriundos da troca natural anual de fazendas de criação ou Argentinos.

O material sintético normalmente usado é o Celeron. Micarta ou Fenolit, que são utilizados como material isolante elétrico.

As Facas C. Selaimen vão durar na minha mão?

Claro, mas depende de poucos cuidados básicos. A faca é, antes de qualquer coisa, uma ferramenta, e como qualquer ferramenta necessita de manutenção. As facas de aço carbono oxidam facilmente. Sofrem ação do sal do churrasco, do sal do couro da bainha e do sal que a faca suja deposita dentro da bainha. O aço carbono também oxida obviamente pelo contato com a umidade.

Para deixar a sua faca sempre pronta para o uso pode passar um óleo na lâmina, ou sebo, seguido de uma flanela, papel ou farinha de mandioca e guardá-la quando não estiver em uso fora da bainha. O óleo também protege o cabo, os pinos e os espaçadores.
Com poucos cuidados a faca pode ser herança para várias gerações da sua família.

As facas C. selaimen são afiadas?

Normalmente entrego as facas com um fio bem definido. É bom que se explique que existem diferentes tipos de fio que servem para cortes diferentes. Uma faca com fio “barbeando” pode não ser a melhor escolha para o gaúcho do campo que necessita golpear um galho, um arame. O melhor fio para tarefas gerais de uma estância é um fio tipo machado, encorpado, que da suporte a região do fio. É um fio que chamamos de convexo. O Fio Flat, isto é que corre em V do dorso da faca ao fio é mais delicado, mas corta mais. Não é tão “aguentador” como o fio convexo. O fio côncavo talvez seja o que mais corta.

Procuramos em alguns tipos de faca determinar esse fio, não côncavo, mas com essa tendência, quase flat… quase côncavo. Acredito que tem mais poder de corte e que seja de fácil reafiação.

É muito importante que a faca esteja vazada, sem degraus entre a lâmina e o fio e que se observe o bom senso.

As facas C. selaimen enferrujam e oxidam?

Normalmente sim. Tudo depende do tipo de aço. O único aço que não oxida é o aço inoxidável. Infelizmente aqui no Brasil não temos acesso aos aços inoxidáveis com alto teor de carbono, logo não tem pode de reter o fio. O famoso aço cirúrgico é um aço ordinário com baixo poder de retenção de fio.

Quão importante é a têmpera das facas C. Selaimen?

O processo de têmpera como explicado anteriormente é relativamente complexo. Necessita atenção e acuidade dos procedimentos, respeitar os tempos, as seqüências e as temperaturas. É desse processo que se dá total qualidade ao aço e á faca.

Antigamente esse processo era guardado em segredo. O cuteleiro necessitava fechar janelas e portas para observar as cores do aço incandescente, atitude que aumentou muito a curiosidade, e provocou lendas e mitos sobre a têmpera.

Hoje qualquer manual ensina didaticamente os segredos de cada tipo de aço.

Porque as Facas são tão diferentes das Facas C. Selaimen?

O processo de confecção de cada cuteleiro difere em detalhes um do outro. Um desses detalhes é justamente o “Design” da faca. O perfil da lâmina e do cabo pode ter várias influências, mas acredito que as maiores são o mercado e o estilo da cada um. O cuteleiro pode ter seu foco a partir do que ele acha mais interessante para o seu trabalho, e se ele realmente vive de fazer facas, no que o mercado compra.

As Facas C. Selaimen tem um estilo próprio. Podem variar um pouco mas seja na mão ou na cintura de um gaúcho qualquer pessoa pode identificar o meu tipo de faca. Normalmente são facas pesadas, até mesmo toscas, de acabamento muito rústico e de ponta pronunciada. Mesmo as facas pequenas de uso pessoal exibem esse estilo. O processo de produção também impõe uma característica ao estilo. No meu caso, particularmente, não faço polimento, pois é uma etapa muito perigosa.

O meu estilo foi influenciado grande parte pelo contato com pessoas que realmente utilizam a faca como instrumento de trabalho e por uma pesquisa e leitura vasta sobre o tema. Dessa pesquisa podemos observar varias característica obrigatórias que em uma faca campeira deve ter e também, não menos importante, quais características a faca não deve ter.

Na quase totalidade das minhas facas pode-se observar um lombo espesso e mosqueado, um cabo confortável, nó espanhol, ponta com falso fio e escaras da forja na folha. São facas muito características.

Damasco, Aço Carbono ou Inox?

O tipo de material de confecção da sua faca depende do seu estilo de uso e de seu cuidado. Para quem não quer se preocupar muito com a lamina as facas em aço inox são mais aconselhadas, mas se for de aço inox comum tipo 420 vai perder muito em poder de corte. O poder de corte da sua faca vai depender de alguns fatores como, por exemplo, o ângulo de fio e da sua geometria.

O aço carbono exige mais cuidado, pois oxida facilmente. Entretanto podemos escolher um aço com elevado teor de carbono o que confere alto poder de corte e retenção de fio. Um dos aços mais utilizado em cutelaria no mundo é o aço 5160 (mola) que tem em torno de 0,56 de carbono, são ótimos para facas grandes e muito bons para oficinas com tecnologia limitada e cuteleiros com pouca experiência. É um aço que admite pequenos erros e negligências. Sua liga ainda permite um certo grau de torção e flexibilidade, aja visto que é um aço utilizado para fazer molas.

No outro extremo estão os aços tipo ferramenta, D2, D3, e D6, que possuem 2,34% de carbono. Essa quantidade elevada de carbono confere a faca uma dureza incrível, porém sensível a pancadas mesmo em facas com têmpera seletiva.

Particularmente acho bacana escolher o aço. Entretanto uma faca deve ter em média uma dureza que agüente bem o trabalho e possa ser reafiada. Essa dureza ao final do processo de têmpera deve estar algo entre 56 e 60 Rck., referência facilmente alcançada por qualquer um dos aços utilizados em cutelaria, ainda mais se usarmos um forno digital para o revenimento. A duração do poder de corte depende de uma série de fatores como: respeitar o tipo de aço e suas exigências durante a confecção, o ângulo de corte, a manutenção da faca, o correto uso da faca, etc.

As Facas C. Selaimen podem cortar arame, prego, rosquear parafusos, abrir garrafas?

A melhor resposta a essas perguntas é usar o bom senso. Em uma emergência claro que devemos usar o que temos na mão. Nos casos de aramados, conheço muitos amigos que cortaram linhas de arame de maneira emergencial. Não devemos esquecer que o arame de cerca é confeccionado de aço 1070 temperado. Se a sua faca é de aço mola ela tem menos carbono que o arame, pode estar mais dura, mas corre o risco de fazer um dente no fio. A sua segurança e dos seus entes queridos deve estar sempre em primeiro lugar. Dê preferência sempre à ferramenta indicada para serviço, a faca é uma ferramenta de ponta e de corte, e não existe um fio que agüente serviços extremos como cortar uma picanha e fazer lenha. São geometrias diferentes.

As Facas C. Selaimen podem cortar cebola e lavar com água quente?

Claro que sim. A única dica é usar uma superfície de madeira ou plástico. Se cortar em superfície de louça é provável que o fio da faca fique danificado.

Para lavar a faca nunca utiliza o lado verde da esponja ou Bombril contra o fio.

Quanto a água quente não existe problema algum. A água ferve a 100 graus e a sua faca deve ter passado por um processo da tempera chamado revenimento que oscila entre 200 e 250 graus. Abaixo dessa temperatura nada acontece.

As Facas C. Selaimen podem ser afiadas em máquinas?

Muito cuidado nesse momento de reafiação. Um regra importante é nunca esquentar a faca. Se o aquecimento passar de 200/250 graus pode alterar a dureza da faca in utilizando a mesma. A faca pode sim ser afiada através de maquinas, mas deve ser refrigerada e com muito carinho.

Uma boa alternativa são as pedras dupla face e umas tábuas de madeira de lei com uma seqüencia de lixas 220 / 320/ 400/e 600 e uma com um couro macio, sempre usando água ou óleo sobre elas.

A chaira muito utilizada aqui no RS é um instrumento de uso delicado. As batidas da faca na chaira, que deve ser mais dura do que a faca, pode ocasionar micro-dentes ou ondulações no fio. Evite utilizá-la ou faça um treinamento em uma faca ordinária. Mal usada ela arredonda o fio da sua faca. Aquele barulho característico é folclore, serva mais pra chamar os gatos da vizinhança e a freguesia.

Quanto vale uma Faca?

O ato de comprar vai muito além do meu entendimento. É certo que existem colecionadores que valorizam muito o trabalho feito á mão.

Eu tenho dito aos amigos cuteleiros que as facas forjadas e vendidas a baixo de 500,00 dão prejuízo, as de aço damasco por 1000,00 também. O maquinário, o conhecimento as etapas de confecção incham o processo com o um todo e à hora/trabalho não é bem remunerada, e de fato dá prejuízo. O que ocorre muitas vezes é uma simples troca de tempo + material pela faca em questão.

Comparativamente uma faca mais simples recortada a laser pode ser vendida por preço similar e tem muitas etapas a menos no seu desenvolvimento.

A insalubridade e o risco de se fazer uma faca e habitar a oficina de um cuteleiro com gás, torno, fogo, ácidos, poeira constante, fumaça, metais pesados, polias, rodas com lixa, maquinas hidráulicas, materiais voláteis, etc. tornam qualquer faca barata.

O que me faz diferente dos outros cuteleiros?

Existe uma diferença natural entre as pessoas. Se o trabalho é manual, com muitos detalhes todos os trabalhos, mesmo de um mesmo cuteleiro serão diferentes uns dos outros.

A minha formação é de base científica com mestrado e doutorado. Faço facas em horários de intervalo entre a vida profissional e a vida pessoal. Diferente de um cuteleiro em tempo integral o meu tempo tem que render muito, e para isso desenvolvi e estou sempre procurando melhorar meu método de trabalho. Dou valor aos passos que julgo mais importantes e abrevio os de menor valor. Na maioria das vezes escolho para quem eu desejo que a faca seja presenteada, exceto em casos de competições e leilões beneficentes.
Acho que a maior diferença é que se um dia eu resolver não fazer mais facas as que existem hoje serão os únicos exemplares.

Como eu aprendi a fazer facas?

Todo cuteleiro é um curioso por natureza. Para ser cuteleiro é necessária que se tenha uma série de conhecimentos sobre elétrica, mecânica, marcenaria, etc. Durante um tempo eu importei diversos livros sobre ferrarias e cutelaria a maioria em inglês. Li todos eles, importei mais e mais e fui adquirindo conhecimento. Conheci o CKD forums e a SBC. Troquei informações, visitei e recebi visitas de cuteleiros. Montei e reformei a minha oficina inúmeras vezes. O cuteleiro inicial tem muitas dificuldades. Hoje existem cursos de muita qualidade que abreviam os erros de todo iniciante.

Como eu escolho uma faca, qual a melhor?

Sempre me perguntam qual faca eu escolheria. Cada pessoa tem seu gosto pessoal ou habilidade diferenciada. Também existem muitos estilos de vida e de lida com a faca. Acredito que a faca da dona de casa deva ser diferente da faca de um churrasqueiro, e também diferentes as facas de um escoteiro, um pescador e um gourmet. Acho que a melhor atitude é deixar a pessoa escolher qual faca lhe agrada mais. Isso pose ser pelo peso, pelo conforto da empunhadura ou pelo fio. A melhor faca pra mim é aquela que esta devidamente afiada…

Quero uma faca, mas para expor na prateleira, posso?

Não! Essa seria a minha resposta. Muitas vezes as pessoas me dizem isso. A pior coisa que pode acontecer a um cuteleiro é saber que suas facas estão numa gaveta ou num mostruário. Essas facas são feitas sob cuidados rigorosos para que sejam usadas no extremo de suas performances. O retorno do usuário também é importante ao cuteleiro para saber se o fio esta bom, se a faca não quebrou, se o cabo está solto. Esse feed back ajuda ao cuteleiro a melhorar cada vez mais seu trabalho. Faca é uma ferramenta, use-a!!

Quero uma faca diferente, você faz?

Não! Nem tem como, a não ser que seja um projeto muito interessante. O problema é que não tenho tempo de fazer as facas prometidas, prêmios, etc. Para fazer algo novo provavelmente isso me tomará mais tempo ainda, o que não é viável.

Você troca o cabo e afia facas?

Não! Esse trabalho é muito delicado. Se a pessoa quer trocar o cabo de uma faca é porque ela tem um sentimento especial por ela. Acho melhor e mais confortável procurar um profissional da área, vc acha alguns no site http://cutelaria-rs.blogspot.com/ .

O que já aconteceu no passado fui eu assumir o trabalho sem compromisso, sem cobrar por isso, e a pessoa ficar me pressionando, educadamente para aprontar a faca. Não quero esse tipo de compromisso.

Porque cabos de madeira?

Os cabos tradicionais da lida, comuns sempre foram de Madeira, de chifre, de osso ou mais elaboradamente de prata. Gosto de usar madeiras pois normalmente elas também tem uma boa história a acrescentar ás lâminas. Madeiras de lei do Rio Grande do Sul são as minhas preferiras, se forem de moirões antigos melhor ainda. Sempre que usamos materiais orgânicos corremos o risco de ocasionar juntas imperfeitas com o tempo, pois são 3 materiais distintos, a madeira, a cola, e o aço. Eles tem comportamentos diferentes ao clima, ao sol, á água, etc. Outro fator importante é que minha oficina é em casa. Lixar osso e chifre deixa uma mau cheiro durante semanas.

Existem madeiras especiais para cabos?

A flora nacional como todos sabemos é muito rica. Logicamente temos muitas madeiras de qualidade no território brasileiro. Existem ainda madeiras importadas estabilizadas com resina, que não sofrem ação do tempo. As madeiras para cabos de facas dever ser boas de trabalhar, ter características que permitam o trabalho sem rachar, empenar, etc. e possuir um alto índice de acabamento. As que eu uso normalmente são do RS, inhanduvai, pau-ferro, guajuvira, ipê, golsalo alves, etc.

Qual a importância da marca na faca?

A marca é o cunho do cuteleiro. Pode ser gravada com ácido ou com marca a quente tipo carimbo. Essa última é reconhecidamente uma marca mais elaborada. As facas c.selaimen são marcadas á esquerda de quem empunha a faca, poucas foram marcadas com ácido. Quem quiser conferir a originalidade da faca pode comparar com as fotos do site WWW.doncassioselaimen.com.br, visto que nosso estado é reconhecido com o um dos pólos falsificadores de facas. Uma faca muito ruim com sua marca certamente valerá muito mais do que uma cada falsificada.